"- Estereótipos são sempre errados, não é?
- Não totalmente.
- Talvez.
- Então pode existir alguém que seja a representação fiel de um estereótipo?
- E se for um estereótipo de pessoa gentil, educada, esforçada etc, não seria um "bom estereótipo"?
- É disso que vamos tratar agora."
relator do mensalão e atual presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. Pobre, negro, aluno de colégio público, o nosso ministro é a figura ilustrativa de "quebra" de estereótipo mais falada (atualmente) no país. Entretanto, ao sair de um estereótipo ele entra em outro: o de vencedor, de exemplo, etc. (Ele) Passa a ter responsabilidades ainda mais fortes por sua vida se tornar a meta de outras pessoas. Isso que faz da estereotipagem um possível (mas não somente) "caminho exemplar". Jovens passarão a ter o ministro como ídolo e se esforçarão para seguir seus passos e também "vencer na vida".
Mas há também um lado ruim: se o estereótipo ou pessoa estereotipada é "ruim", influenciará negativamente. Isso é o caso de jogadores de futebol com drogas, astros da música agredindo suas esposas, celebridades em atos inadequados. Nós do blog não chegamos a uma conclusão sobre o estereótipo ser algo "bom" ou "ruim" (as aspas estão aí porque até os exemplos avaliados geram interpretação diferenciadas), mas chegamos a uma opinião comum de que a mídia (maior central de informações do mundo) tem poder de mudar qualquer tipo de esteriótipo que seja, tornando-a grande responsável por melhorar - ou não - a representação da subjetividade de cada ser e/ou cultura.
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