Quem não lembra da Susan Boyle no programa britânico “Britains Got Talent”? Ao subir no palco, muitos pensaram tratar-se de uma tiazona coroa, gordinha, desengonçada e sem marido e filhos (um senso-comum tolo). A escocesa deu um show (literalmente) e calou a boca de muitos. Vale a pena conferir o vídeo acima.
No caso da Boyle, esse julgamento prematuro gerou uma violência. É notório o espanto da platéia e dos jurados ali presentes ao deparar com uma senhora com mais de quarenta anos de idade, vestimenta nada sensual, ausência de maquiagem, cabelo desordenado e outros aspectos que deixam o papel sexual ignorado.
Sem este apelo sexual e com as críticas da platéia e dos jurados, a cantora escocesa superou as expectativas (verdade seja dita: nenhuma até a hora em que canta). Portanto, generalizações estigmatizadas são, para todos nós, um retrocesso. Aquela gordinha desengonçada não precisou apelar para a sensualidade e clichês comuns do meio artístico para nos mostrar o quanto canta.
Realmente a aparência é o nosso “cartão de visitas”, assim como uma capa bonita de um livro é fundamental para você achá-lo entre milhares em uma prateleira. O que ignoramos é o fato de que depois de aberto, efetivamente o mais importante no livro não é mais a sua capa, e sim, o seu conteúdo. Julgar o livro pela capa, de fato, é uma violência que pode ser facilmente evitada.
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