quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Tem tatuagem? Ih...


Estranho pensar que um desenho em seu corpo chega a passar uma imagem diferente do que você é - ou não. Tatuar é marcar uma forma na sua pele, é se diferenciar. É dito que o a tatuagem é um meio de mostrar (pra si mesmo e para os outros) que tem domínio sobre seu próprio corpo e, por isso, o transforma da maneira que achar melhor. Partindo disso, abrimos espaço para um primeiro questionamento: tatuar é uma violência com o próprio corpo? Depende. Pros tatuados, por exemplo, essa dor é vista como um objeto de superação para demonstrar que o símbolo inscrito no corpo carrega um valor bem maior do que a própria imagem. Contudo, a sociedade ainda carrega um estereótipo de que pessoas tatuadas são de caráter duvidoso, irresponsáveis, revoltadas etc. Nós (do blog) consideramos esse esteriótipo uma violência social, já que temos a opinião de que uma tatuagem não consegue representar todo o caráter de uma pessoa.

Partindo de uma abordagem sobre tatuagem, sexualidade e toda a subjetividade que as envolvem, optamos por tratar somente da parte midiática. Refletindo sobre o estereótipo de mulher e homens tomados por sensuais, a mídia incorpora a tatuagem como complemento - e objeto intensificador - de libido. Uma mulher considerada bela e com uma tatuagem na parte oposta ao umbigo (cóccix) passou a adquirir uma simbologia sexual bem diferente da mulher também bela, mas não tatuada. No caso masculino, apesar da forma ser fator mais estereotipado, a tatuagem pode acrescentar valores de força, atitude, etc. Com isso, se entende que, por convenção, certos tipos de tatuagem passam a carregar valores sexuais - que somam aos outros estereótipos que a pessoa tatuada carrega.


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