quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Estereótipos e o exemplo a seguir



"- Estereótipos são sempre errados, não é?
- Não totalmente.
- Talvez.
- Então pode existir alguém que seja a representação fiel de um estereótipo?
- E se for um estereótipo de pessoa gentil, educada, esforçada etc, não seria um "bom estereótipo"?
- É disso que vamos tratar agora."


Ilustremos o nosso pensamento com um caso recente na mídia: o 
relator do mensalão e atual presidente 
do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. Pobre, negro, aluno de colégio público, o nosso ministro é a figura ilustrativa de "quebra" de estereótipo mais falada (atualmente) no país. Entretanto, ao sair de um estereótipo ele entra em outro: o de vencedor, de exemplo, etc. (Ele) Passa a ter responsabilidades ainda mais fortes por sua vida se tornar a meta de outras pessoas. Isso que faz da estereotipagem um possível (mas não somente) "caminho exemplar". Jovens passarão a ter o ministro como ídolo e se esforçarão para seguir seus passos e também "vencer na vida".
Mas há também um lado ruim: se o estereótipo ou pessoa estereotipada é "ruim", influenciará negativamente. Isso é o caso de jogadores de futebol com drogas, astros da música agredindo suas esposas, celebridades em atos inadequados. Nós do blog não chegamos a uma conclusão sobre o estereótipo ser algo "bom" ou "ruim" (as aspas estão aí porque até os exemplos avaliados geram interpretação diferenciadas), mas chegamos a uma opinião comum de que a mídia (maior central de informações do mundo) tem poder de mudar qualquer tipo de esteriótipo que seja, tornando-a grande responsável por melhorar - ou não - a representação da subjetividade de cada ser e/ou cultura.

Complementos:



Tem tatuagem? Ih...


Estranho pensar que um desenho em seu corpo chega a passar uma imagem diferente do que você é - ou não. Tatuar é marcar uma forma na sua pele, é se diferenciar. É dito que o a tatuagem é um meio de mostrar (pra si mesmo e para os outros) que tem domínio sobre seu próprio corpo e, por isso, o transforma da maneira que achar melhor. Partindo disso, abrimos espaço para um primeiro questionamento: tatuar é uma violência com o próprio corpo? Depende. Pros tatuados, por exemplo, essa dor é vista como um objeto de superação para demonstrar que o símbolo inscrito no corpo carrega um valor bem maior do que a própria imagem. Contudo, a sociedade ainda carrega um estereótipo de que pessoas tatuadas são de caráter duvidoso, irresponsáveis, revoltadas etc. Nós (do blog) consideramos esse esteriótipo uma violência social, já que temos a opinião de que uma tatuagem não consegue representar todo o caráter de uma pessoa.

Partindo de uma abordagem sobre tatuagem, sexualidade e toda a subjetividade que as envolvem, optamos por tratar somente da parte midiática. Refletindo sobre o estereótipo de mulher e homens tomados por sensuais, a mídia incorpora a tatuagem como complemento - e objeto intensificador - de libido. Uma mulher considerada bela e com uma tatuagem na parte oposta ao umbigo (cóccix) passou a adquirir uma simbologia sexual bem diferente da mulher também bela, mas não tatuada. No caso masculino, apesar da forma ser fator mais estereotipado, a tatuagem pode acrescentar valores de força, atitude, etc. Com isso, se entende que, por convenção, certos tipos de tatuagem passam a carregar valores sexuais - que somam aos outros estereótipos que a pessoa tatuada carrega.


Complementos:


"Julgar o livro pela capa"




Quem não lembra da Susan Boyle no programa britânico “Britains Got Talent”? Ao subir no palco, muitos pensaram tratar-se de uma tiazona coroa, gordinha, desengonçada e sem marido e filhos (um senso-comum tolo). A escocesa deu um show (literalmente) e calou a boca de muitos. Vale a pena conferir o vídeo acima.

No caso da Boyle, esse julgamento prematuro gerou uma violência. É notório o espanto da platéia e dos jurados ali presentes ao deparar com uma senhora com mais de quarenta anos de idade, vestimenta nada sensual, ausência de maquiagem, cabelo desordenado e outros aspectos que deixam o papel sexual ignorado. 

Sem este apelo sexual e com as críticas da platéia e dos jurados, a cantora escocesa superou as expectativas (verdade seja dita: nenhuma até a hora em que canta). Portanto, generalizações estigmatizadas são, para todos nós, um retrocesso. Aquela gordinha desengonçada não precisou apelar para a sensualidade e clichês comuns do meio artístico para nos mostrar o quanto canta.

Realmente a aparência é o nosso “cartão de visitas”, assim como uma capa bonita de um livro é fundamental para você achá-lo entre milhares em uma prateleira. O que ignoramos é o fato de que depois de aberto, efetivamente o mais importante no livro não é mais a sua capa, e sim, o seu conteúdo. Julgar o livro pela capa, de fato, é uma violência que pode ser facilmente evitada.

Estereótipo é um tipo de violência


Olá!
No vídeo acima temos mais exemplos de estereótipos presentes no nosso cotidiano. Infelizmente, todo e qualquer tipo de preconceito resulta em uma violência psíquica ao individuo.
Muitas vezes os esteriótipos, reforçam o preconceito e a intolerância, se dois homens andarem de mãos dadas na rua , são gays, se uma mulher estiver sozinha entre homens é fácil, ou coisa pior, se um negro passa na rua é ladrão, etc, Ouvimos constatemente casos de pessoas que foram mortas e esses esteriótipos estimulam o preconceito, esse grupo de pessoas são meio que excluidos da sociedade.




clichê + mídia = fórmula da perfeição

                   Na mídia é possível ver como as pessoas classificam umas às outras, partindo em forma de preconceito de cada estilo de vida. Mais além disso ser muito forte, qualquer procura pela internet é possível encontrar as fórmulas da perfeição, blogs e mais blogs que ditam a moda perfeita, a alimentação perfeita, como ser a mulher perfeita, como ser o homem perfeito. Maneiras de manipulação que sofremos de forma enrustida, não sentimos o quanto as "dicas" mudam o nosso relacionamento social.
               
imagem: Blog Viralizou



Estereotipando...

               Pode-se definir estereótipo como sendo generalizações, ou pressupostos, que as pessoas fazem sobre as características ou comportamentos de grupos sociais específicos ou tipos de indivíduos. O estereótipo é geralmente imposto, segundo as características externas, tais como a aparência (cabelos, olhos, pele), roupas, condição financeira, comportamentos, cultura, sexualidade, sendo estas classificações (rotulagens) nem sempre positivas que podem muitas vezes causar certos impactos negativos nas pessoas.

              A construção de estereótipo passa pela representação reducionista que transforma algo complexo em algo simples, buscando padrões que categorizam e generalizam atributos em detrimentos de outros através da repetição. Também, mostra a visão de um grupo sobre outros grupos. Assim, são selecionadas informações sobre um grupo que se tornam percebidas e aceitas como naturais pela sociedade de forma geral. Essa construção de estereótipos sempre causa prejuízo ao grupo estereotipado desconsiderando as questões históricas que envolvem suas origens e formas de organização.

             Na criação e divulgação dos estereótipos os meios de comunicação possuem um papel fundamental, pois devido ao seu alcance e influência na formação de opiniões colabora para a representação e repetição de opiniões de grupos que controlam as mídias.

ESTEREÓTIPOS E ESTIGMATIZAÇÃO


Estereótipos e estigma mantêm uma relação conceitual bem estreita.
Estereótipo é um tipo de visão rígida acerca de como os membros de diversos grupos sociais se comportam, independentemente de como se comportam de fato. Os estereótipos criam barreiras sociais que podem dificultar ou até impedir que a interação social ocorra.
Estigmatização tem o sentido de censurar, condenar, degradar o nome e a reputação de alguém. No sentido usual, significa prejudicar, ou fazer um julgamento prematuro de alguém; julgar pela aparência. A estigmatização é um processo que ocorre sempre que o individual passa a caracterizar o coletivo. Exemplo dessas generalizações estigmatizadas: “os nordestinos”, “os turcos”, “os negros”, “os ciganos”, etc.

Estereó-TIPOS


Os estereótipos estão presentes em todos os tipos de discursos garantindo a eficiência da comunicação que inclui o saber-fazer e o fazer-crer.

Na comunicação oral temos as frases feitas, como chavões ou ditados populares.


No discurso religioso, as citações.


No discurso televisivo utilizam-se imagens que se referem a valores do senso comum: o estereótipo da mãe perfeita, da mulher sensual, do jovem “descolado”. O estereótipo da beleza feminina, cuja o corpo perfeito representa a maior preocupação de muitas mulheres que se obrigam a regimes constates e cirurgias.






Talvez não seja o que você pensa que é

Nesse comercial a proposta é brincar com essa história do estereótipo. Quando começando a assistir identificamos somente um homem de meia idade falando a respeito da sua não aceitação aos homossexuais, porém, ao final do vídeo vemos que ele é também homossexual. O comercial traz um questionamento: será que todos os homens e mulheres homossexuais trazem em si características que a definam como tal? Ou será que apenas uma parte dessas pessoas possuem tais características?
A respeito da sexualidade, o estereótipo aparece claramente nas questões de homens "afeminados" e mulheres com jeitos mais "bruscos". Mas cuidado, não podemos definir ninguém pelo jeito que essa pessoa age, se veste ou seus gostos. Também não podemos definir padrões e encaixar os outros nos quais achamos mais adequado.
     Rotular  é algo muito perigoso,  pois existem casos em que as pessoas  tomam isso como uma verdade absoluta e acabam se maltratando , para se adequar ao padrão que a sociedade exige, um exemplo claro disso são garotas que desenvolvem anorexia ou bulimia, elas acabam com o próprio corpo, algumas em estado cadavélico não se quer notam que estão literalmente se matando para serem magras, porque a mídia mostra que o certo é ser magra. Uma violência psicológica influenciada pela mídia que se transforma em violência física de tanta pressão que essas pessoas sofrem, o fato é que ser gorda passa uma imagem que é o contrário do "belo" , de descuido, falta de força de vontade , sujeira etc, e muitas vezes a
" gordinha" é menos aceita socialmente.
Quem nunca assistiu ao filme Crash- No Limite? Aos que nunca viram, procurem assistir. Aos que já viram antes, observem. Vocês já perceberam a frequência de estereótipos mostrados no longa? A verdade é que o filme trabalha quase todo em cima disso, mostrando também a violência e a descriminação, que de alguma forma podem ser geradas por essa imagem simplista, generalizada que é o estereótipo.
Um exemplo bem claro disso é uma cena do filme em que aparecem quatro pessoas, dois homens negros e um casal, que consequentemente precisaram se cruzar pela calçada. A mulher ao ver os homens segura o braço do marido e os homens percebem seu receio diante da situação, deduzindo assim que o medo se deu por causa da cor da pele, os dois homens decidem assaltar o casal por terem sido pré-julgados por causa de suas cores. O fato que vemos ai, primeiramente é o preconceito da mulher diante dos homens, pois aconteceu um julgamento, porém o preconceito se deu a partir de um estereótipo de que: homens negros são ladrões. E o assalto de fato aconteceu, porém podemos dizer que foi um ato de causa e consequência. Se o casal passasse pelos homens naturalmente, nada daquilo teria ocorrido. 
Esse foi um dos vários exemplos de violência gerada pelo preconceito das pessoas. Outras cenas do filme tornaram-se atos violentos. Uma vez que o estereótipo é uma imagem generalizada sobre um grupo e é componente cognitivo do preconceito, gera um comportamento discriminatório, gera a violência.
Vejam o trailer abaixo: